quarta-feira, 12 de julho de 2017

Robô “abençoa” comemorando Lutero e evocando ídolos

Protestantes aderem a robô 'BlessU-2' para comemorar Lutero
Protestantes aderem a robô 'BlessU-2' para comemorar Lutero
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Há 500 anos o monge apóstata Martinho Lutero iniciou na Alemanha a maior e mais sangrenta revolução religiosa da era cristã. Ele fixou a seu bel-prazer dois imensos dogmas.

Pelo primeiro, o da justificação, segundo o qual estamos todos salvos por Jesus sem necessidade de praticar boas obras nem de ligar para os Mandamentos.

Pelo segundo, o da livre interpretação, cada qual interpreta as Escrituras como bem entende. E, se nelas algo houver que não seja de seu agrado, arranque as folhas à vontade, como, aliás, Lutero fez para justificar seus vícios.

Se isso for verdade, entre outras consequências, o clero é dispensável. Um padre celebrar a Missa para tornar Deus propício com um sacrifício perfeito?

Estamos todos salvos. Não precisamos de nada disso. O ato religioso consiste em passar um bom momento em comunidade, cantarolar, chacoalhar, fazer banzé, segundo o gosto predominante na seita.

Também uma leitura da Bíblia e uma pregação arrumada do jeito que a turma gosta. O pregador? Qualquer um que se sentir inspirado, ou o mais velhaco de todos, e pronto!

E a bênção divina que concede o clero católico, padres e bispos?

Nada de bênção! Não tem mais clero e já estão todos salvos! Mas se o povo sentir falta e reclamar muito, fica confiado à esperteza do pastor/a inventar qualquer coisa. .

Na continuidade da pregação luterana, o jornal britânico “The Guardian” noticiou que na cidadezinha de Wittenberg a igreja protestante de Hesse e Nassau apresentou o robô BlessU-2 em comemoração pelo 500º aniversário da trágica revolta de Lutero.

O nome faz um jogo de palavras cuja sonoridade evoca a expressão “sejam abençoados”.

Segundo os fabricantes, no futuro os robôs puxarão as cerimônias religiosas nos templos protestantes.

Ecumenismo confunde as religiões que poderão ser 'servidas' por máquinas. Arcebispo Bernard Longley (católico) e bispo Martin Lind (luterano)
Ecumenismo confunde as religiões que poderão ser 'servidas' por máquinas.
Arcebispo Bernard Longley (católico) e bispo Martin Lind (luterano)
“Queremos que as pessoas percebam se é necessário que a bênção seja feita por uma pessoa ou por um robô”, explicou Stephan Krebs, membro da igreja evangélica de Hesse e Nassau ao jornal inglês. “A ideia é provocar um debate sobre nossa religião. O pessoal da rua acha engraçado”, acrescentou.

De fato, a bênção de um pastor/a é tão inoperante do ponto de vista da graça sobrenatural quanto a de uma máquina.

O robô de ar antipático possui uma tela no “peito” onde o crente pode selecionar a língua da bênção (alemão, inglês, francês, espanhol ou polonês).

Também pode escolher se quer uma voz masculina ou feminina.

Segundo o “The Guardian”, de momento o androide pode emitir sons, levantar os braços, acender luzes e reproduzir versos bíblicos.

O invento está em perfeita sintonia com o ateísmo de fundo que permeia o protestantismo e suscita no espírito católico uma aversão instintiva.

O BlessU-2 não é o primeiro “robô religioso”. Em 2016, um templo budista na área de Pequim desenvolveu um robô-monge que pode cantar ‘mantras’ e explicar dados básicos dessa religião satânica.

Esse robô não causou tanta impressão, pois os templos pagãos têm grande número de ídolos.

Santo Agostinho, em seu grande tratado intitulado Cidade de Deus, fala de ídolos nos quais o falso sacerdote escondido se fazia ouvir respondendo aos idólatras trapaceados.

Não pode se excluir que, com a protestantização crescente do culto católico, a diminuição do clero e o apagamento da fé, algum teólogo “ecumênico” apareça propondo testar o monstrengo para presidir assembleias ou cultos católicos.

Bastará acrescentar a função “católico”, “protestante”, “budista” ou alguma outra. Em rigor, até a “Igreja de Satanás” poderá pleitear seu ícone.

No fim, teremos ídolos instalados nos recintos sagrados, todos eles servindo uma religião universal de cheiro luciferino.

Aliás, algo similar à confusão universal das religiões que o grande sacerdote carmelita Beato Francisco Palau previu no século XIX que aconteceria num futuro que se parece com o nosso presente.





quarta-feira, 28 de junho de 2017

Blasfêmias contra Nossa Senhora de Fátima e incêndios em Portugal

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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No centenário das Aparições em que Nossa Senhora de Fátima advertiu os homens para abandonarem a imoralidade, estamos assistindo a fatos assustadores e inimaginados.

Que ano poderia ser mais propício para a hierarquia católica retomar com fervor e clareza a pregação moral católica, alicerçada nas palavras de Nossa Senhora em Fátima?

A moral familiar, por exemplo, tão necessitada de uma restauração. Essa só poderá vir com um auxílio sobrenatural, com a frequentação dos sacramentos, com a recitação do Terço e a prática das devoções tradicionais.

E o comunismo, a tintura-mãe de todas as formas da imoralidade? Ele continua sendo espalhado desde a Rússia, mas também pelos agentes da Revolução Cultural, amigos da “nova-Rússia”, instalados em muitos governos do Ocidente!

Nada! Nada digno de destaque está sendo feito face à grave decadência moral que devasta o mundo.

S.S.Francisco I foi a Fátima, canonizou os santos pastorinhos Jacinta e Francisco. Mas o apelo à conversão pedido em Fátima e que desejávamos ouvir do Santo Padre com o vigor com que o Beato Urbano II convocou as Cruzadas, não veio.

Fez-se um impressionante silêncio.

Silêncio? Só silêncio?

Multiplicam-se as blasfêmias e atentados sacrílegos. O inferno já nada respeita.

Em 20 de abril, o “Diário de Notícias”, jornal de referência de Lisboa, ecoava a indignação que circulava nas redes sociais portuguesas por um objeto com cariz de culto fálico que está à venda em site da Internet como uma versão de Nossa Senhora de Fátima!

Pranto miraculoso de uma imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima.
Aconteceu em 1970 em Nova Orleans.
A cidade ficou insensível... e veio o furacão Katrina! Por que?
A blasfema peça cujo nome oficial é “Escultura Nossa Senhora” custa quase 500 reais e foi confeccionada “na sequência do centenário das aparições”, segundo o “Diário de Notícias”.

A ofensa dificilmente poderia ser maior. Nossa Senhora como boa mãe perdoa tudo, mas não devemos nos espantar se seu Divino Filho faz sentir o que pensa dessa agressão atroz à Sua virginal Mãe.

O sacerdote espanhol Alfonso Gálvez verteu lágrimas de sangue, se isso pode ser feito num artigo de Internet.

Entre outras coisas, pelo silêncio sobre a simples possibilidade de que os recentes incêndios em Portugal estejam relacionados com a má recepção da mensagem de Nossa Senhora em Fátima. O religioso se exprimiu longamente no site Adelante la Fé.

Ele evoca quanto foi “desvirtuada e falsificada a Mensagem de Nossa Senhora” nos presentes dias. E cita com horror os cultos pagãos e até esotéricos praticados no santuário de Fátima em nome de um enviesado “ecumenismo”.

O sacerdote lembra as colunas exteriores do santuário recobertas com as cores distintivas da agenda LGBT, e outros eventos que antes seriam tidos em conta de “chacota geral contra os autênticos devotos da Virgem e contra a verdadeira Fé”.

O Pe. Gálvez se espanta que ninguém lembre a possibilidade de os incêndios que estouraram em Portugal serem consequência das tentativas de enxovalhar a grande devoção de Fátima.

E conclui que é perigoso os homens não levarem a sério a infinita paciência de Deus. Porque nós desconhecemos o ponto em que essa divina e adorável paciência atinge seu limite, sobre tudo quando insultada Sua amadíssima e Santíssima Mãe.

Em 17 de junho, os habitantes das aldeias de Pedrógão Grande no departamento de Leiria, encostado no departamento de Santarém onde fica o santuário de Fátima, viram eclodir incêndios de características inéditas.

E essa é a opinião dos mais anciões moradores que assistiram a muitas outras conflagrações nos bosques locais.

Eles o descreveram como “uma coisa de repente que passou e que parecia o diabo”: um incêndio histórico que se assemelhava a um “inferno nunca visto”, segundo o “Diário de Notícias”.

O presidente da Câmara de Pedrógão Grande Valdemar Alves, equivalente a um prefeito, sublinhou dizendo: “aquele inferno que me mostravam na igreja quando andava na catequese”. Cfr TSF.

“Foi uma coisa fora do normal”, testemunhou António Dinis. “Não há explicação, foi uma coisa de repente que passou e que parecia o diabo”, acrescentou Joaquim Costa.

O prefeito de Pedrógão Grande: “aquele inferno que me mostravam na igreja quando andava na catequese”
O prefeito de Pedrógão Grande: “aquele inferno
que me mostravam na igreja quando andava na catequese”
João Silva dos Santos, um dos pilotos que atuaram no combate ao incêndio, relatou: “assisti a trovoadas secas com relâmpagos brutais a cair na floresta, ventos fortíssimos e sempre a mudar de direção e um tipo de nebulosidade que nunca tinha visto... quando julgava que já tinha visto tudo afinal estava enganado”, recolheu o “Observador”, jornal eletrônico português.

Dezenas de milhares de hectares foram consumidos pelas chamas. As aldeias ficaram desabitadas, imersas em mortal silêncio. Cifras provisórias falam de 64 mortos e mais de 200 feridos.

O antigo comandante dos Bombeiros de Pedrógão Grande, João Dias, confirmou à agência Lusa: “o vento era como o diabo, que corria mais do que nós”, segundo Tvi24.

“Como o diabo” é um modo de dizer, mas quão eloquente!

“Isto foi a morte que saiu à rua”, dizia Maria dos Anjos, de 90 anos, à agência Lusa.

Maria Augusta Nunes de 84 anos assistiu a muitos incêndios em sua longa vida, mas nunca vira algo igual e insistia sem vontade de fazer muita metáfora: “o vento era o Diabo que levava o fogo para todo o lado”, reproduziu o site Ciberia.

Pormenor expressivo: “da igreja para cima há luz desde ontem de manhã, da igreja para baixo não há luz”, contou Vítor Bernardino.

O primeiro-ministro António Costa falou da “pior tragédia da história recente do país”, informou “O Globo”. 

“Estamos diante da maior tragédia de vítimas humanas dos últimos tempos por uma calamidade desse tipo” acrescentou, segundo “El País” de Madri.

O incêndio começou durante uma tempestade elétrica “seca” (a chuva se evapora antes de tocar terra, mas com descargas).

Foi tão rápido que famílias inteiras que voltavam da praia ou de passeio ficaram carbonizadas no meio da estrada sem poderem sair de seus carros. Na estrada nacional EN236 a temperatura atingiu os 1.100ºC quando num forno crematório atinge 900ºC, segundo “El Mundo”.

O secretário-geral das Nações Unidas, a União Europeia, o Papa Francisco e as autoridades do santuário de Fátima enviaram mensagens humanitárias aos atingidos.

Não encontramos na abundante informação difundida pela Internet, notícias de eclesiásticos que tenham ido ao local para dar assistência religiosa a feridos, moribundos e fiéis afundados no desespero pela perda de familiares, amigos e vizinhos.

“Apenas pensei: ‘meu Deus, nos ajuda porque não temos mais ninguém’”, contou Paula. Ela viu um carro passando e batendo contra uma castanheira. “Ficaram todos carbonizados”, afirmou.


O britânico Gareth Roberts, de 36 anos, mora em Portugal há quatro anos conseguiu escapar das chamas por muito pouco e contou sua história à BBC.

Como a maioria dos mortos, ele estava voltando de carro para casa com sua mulher e ficaram subitamente envoltos pelo bosque em chamas. Mas, eles conseguiram descer na aldeia de Mó Grande, também cercada pelo fogo.

“Um homem gritou nos oferecendo abrigo em sua casa, (...) ficamos sem energia e as chamas vieram como um tornado feroz e vermelho passando pelas janelas. Nós nos encolhemos no chão durante uma hora, tentando respirar, rezando, chorando”, lembra.

“Não sou um homem religioso, mas não tenho vergonha de dizer: estava rezando, todos estávamos. Não havia mais nada a fazer”, conta.

“Agora a única coisa que posso fazer é rezar por Portugal”, conclui.

É o que nós fazemos de todo coração.

Mas, só por Portugal?

O Brasil, e o mundo todo, não precisam também de muitas orações em função de tragédias que podem advir e que foram preanunciadas por Nossa Senhora em Fátima se não moralizava os costumes?


Vídeo: Incêndios em Portugal: ofendem a Mãe, o que querem que o Filho faça?











quarta-feira, 21 de junho de 2017

Atentado satánico contra a Santa Face de Alicante

Luis Dufaur
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A Polícia Científica espanhola investiga a pichação de símbolos satânicos no vidro blindado que protege a relíquia da Santa Face em Alicante (Espanha).

Ela encontrou também várias cruzes invertidas na igreja do mosteiro, conforme noticiou ACIDigital.

A Santa Face de Alicante é uma cópia autêntica do véu com o qual Santa Verônica enxugou o rosto de Cristo durante a Paixão. O mosteiro é um importante lugar de peregrinação desde 536.

No vidro blindado que protege a relíquia o sacerdote responsável pela abertura da igreja do convento encontrou pichados três números seis, alusivos ao anticristo, uma cruz invertida e sinais de difícil interpretação.

Atentado satanista contra Santa Face, sinal do furor do inferno no centenário de Fátima.
Atentado satanista contra Santa Face, sinal do furor do inferno no centenário de Fátima.
De acordo com o jornal “El Mundo”, a autora dos fatos foi identificada com ajuda de videocâmaras e as autoridades policiais esperam prendê-la.

Ela tentou quebrar o vidro protetor, mas não conseguiu. Então, escreveu nele o número 666, evocando o anticristo. Além disso, roubou um livro litúrgico e registros sobre as atividades do Mosteiro, sem valor material.

O objetivo não era o dinheiro, mas infligir a Nosso Senhor Jesus Cristo uma ofensa como que suprema.

O inferno ruge neste ano do centenário das aparições de Nossa Senhora de Fátima, que anunciou as perseguições que viriam contra a Igreja.


quarta-feira, 14 de junho de 2017

O Islã é a religião cruel da espada, escancara jesuíta egípcio

Imagem de Cristo salpicada de sangue de vítimas cristãs no Egito.
Imagem de Cristo salpicada de sangue de vítimas cristãs no Egito.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Sem olhar para os cadáveres de cristãos massacrados por ordem do Corão de Maomé, apóstolos de um incompreensível e falso ecumenismo continuam a martelar que “o islã é uma religião de paz”.

Em dioceses e templos católicos está proibidíssimo falar de “guerra de religião” ou de “terrorismo islâmico”, ainda quando na mesquita vizinha o pregador conclame a exterminar os cristãos em nome de Alá.

Em 2014, na histórica revista dos jesuítas italianos La Civiltà Cattolica – conta o vaticanista Sandro Magister –, o Pe. Luciano Larivera deixou-se levar pela realidade.

Eis o que ele escreveu num editorial sobre a ala mais extremista do Islã: “A guerra deles é de religião e de aniquilação. Instrumentaliza o poder da religião, e não vice-versa”.

Isso foi suficiente para que o referido sacerdote fosse catapultado da revista pelo seu diretor, Pe. Antonio Spadaro S.J., muito próximo do Papa Francisco.

O mantra salpicado de sangue “Islã religião de paz” voltou a ser ouvido durante a viagem do Papa Francisco ao Cairo. A visita fora precedida por horríveis massacres de cristãos que rezavam em suas igrejas.

Na véspera da viagem, o padre jesuíta Henri Boulad, concedeu no dia 13 de abril, Quinta-feira Santa, uma entrevista ao jornal L’Osservatore Romano, pertencente ao Vaticano.

O religioso é egípcio, tem 86 anos e é descendente de uma família católica de rito melquita que conseguiu fugir dos massacres na Síria no longínquo ano de 1860.

A entrevista foi reproduzida pelo vaticanista Sandro Magister em seu blog.

Como o Pe. Boulad fora reitor do Colégio dos Jesuítas no Cairo, o jornal vaticano aproveitou esse antecedente para lhe pedir exemplos concretos sobre o convívio entre muçulmanos e cristãos.

Padre Henri Boulad SJ: “As três quartas partes do Corão são um apelo à guerra, à violência e à luta contra os cristãos”
Padre Henri Boulad SJ: “As três quartas partes do Corão
são um apelo à guerra, à violência e à luta contra os cristãos”
O sacerdote chamou então o jornalista à realidade:

“Mas de qual Islã estamos falando? No Corão há versículos escritos em Meca onde Maomé fala de amor, que judeus e cristãos são amigos dele. (...)

“Mas, em Medina, Maomé mudou: de chefe espiritual passou a chefe militar e político.

“As três quartas partes do Corão foram escritas em Medina e são um apelo à guerra, à violência e à luta contra os cristãos”, explicou o experimentado sacerdote.

Os doutores muçulmanos perceberam a contradição do Corão e nos séculos IX e X decidiram que os versículos belicosos de Medina revogavam os pacíficos da Meca.

E não só isso. Bibliotecas inteiras foram queimadas no Egito e na África do Norte para evitar que sobrassem edições com os versículos “heréticos”.

Por isso, “a religião muçulmana é uma religião da espada”, concluiu a resposta o Pe. Boulad.

Embebido do mantra “Islã religião de paz”, o jornalista voltou à carga citando genéricos e impessoais “observadores e analistas” que “falam de um Islã moderado”.

O velho sacerdote não temeu represálias e respondeu:

O islã moderado é uma heresia. A ideologia ensinada nos manuais escolares é radical. Todas as sextas-feiras [N.T.: dia santo da semana do Islã] as crianças têm que ouvir a pregação na mesquita.

“E é uma contínua incitação: quem deixa a religião muçulmana deve ser punido com a morte, não deve cumprimentar uma mulher ou um infiel.

“Pode ser que eles não pratiquem isso, mas os Irmãos Muçulmanos [movimento que anima os grupos extremistas] e os salafistas [rigoristas que apregoam a ‘guerra santa’ ou jihad] querem impor essa doutrina.

Atentado anti-católico no Egito.
Atentado anti-católico no Egito.
Os que têm o poder não são os muçulmanos que procuram adaptar-se à modernidade, mas os radicais, que aplicam uma interpretação literal do Corão e recusam qualquer diálogo”.

O jornalista vaticano insistiu no mantra, acenando que isso não podia ser assim porque vai contra antigos filósofos árabes como Avicenas ou Al-Ghazali.

Talvez o jornalista tenha percebido sua ignorância ouvindo a resposta do Pe. Boulad sobre o fracasso das tentativas de introduzir um pouco de racionalidade no Islã.

Pois o sacerdote explicou que o califa abássida El Maamoun – nascido em Bagdá em 786 e morto em Tarso no ano 833 – tentou uma reforma. Mas quem se lembra dele?

Prevaleceu o islã fechado e rigorista de Muhammad ibn Abd al-Wahhab.

A última tentativa de reforma havia sido feita pelo sheik Mahmoud Taha, do Sudão, que acabou enforcado em praça pública porque disse que os versículos pacíficos de Meca deveriam revogar os belicistas ferozes de Medina.

O "eu acuso!" do Pe. Henri Boulad SJ: “a religião muçulmana é uma religião da espada”
O "eu acuso!" do Pe. Henri Boulad SJ: “a religião muçulmana é uma religião da espada”
O jornalista procurou então fugir do assunto, perguntando sobre outros problemas do Egito atual.

O Pe. Boulad falou do crescimento do ateísmo nesse país, cuja religião oficial é o Islã e onde há mais de dois milhões de ateus porque muitos não suportam mais a religião da incitação à violência ou das execuções capitais.

Não querem mais saber do fanatismo do cerimonial islâmico, que é uma repetição mecânica de gestos e orações, explicou o sacerdote. A queda no ateísmo é algo inteiramente novo no Egito e no mundo árabe. Porque eles correm o risco de serem mortos.

É claro que uma entrevista como esta não teve eco na grande mídia brasileira ou mundial.

Mídia “livre e democrática” zelosa contra as “fake news” e defensora dos “direitos humanos”, mas que censura e distorce à vontade a informação.


quarta-feira, 7 de junho de 2017

2017: onda de sacrilégios contra a Eucaristia,
contra Nossa Senhora e contra os Santos

Capela com o relicário do cérebro de don Bosco na basílica, antes do roubo sacrílego. No destaque: a artística urna com a preciosa relíquia do santo
Capela com o relicário do cérebro de don Bosco na basílica, antes do roubo sacrílego.
No destaque fotográfico: a artística urna com a preciosa relíquia do santo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O ano de 2017 vem sendo marcado por uma onda de sacrílegos atentados contra Nossa Senhora em diversos países coincidindo estranhamente com o centenário das Aparições de Fátima.

Eis alguns satânicos exemplos:

Roubada urna com o cérebro de São João Bosco

O mundo católico inteiro estremeceu pelo roubo da urna-relicário que contem parte do cérebro de São João Bosco, segundo informou “Il Corriere della Sera” e a grande imprensa italiana.

O relicário se encontrava na Basílica de Colle Don Bosco, no município de Castelnuovo, Asti, numa capela por trás do altar principal.

É o local exato em que o grande don Bosco nasceu o dia 16 de agosto de 1815.

Basílica de Colle Don Bosco, no local onde nasceu o santo, Castelnuovo dAsti
Basílica de Colle Don Bosco, no local onde nasceu o santo, Castelnuovo, Asti
Os demais restos do grande santo repousam numa capela monumental no santuário de Maria Ausiliatrice, em Turim.

Os preciosos restos estavam custodiados num requintado relicário.

Os autores do atroz atentado agiram no fim do dia 5 de junho aproveitando a escuridão.

Um apelo do arcebispo de Turim, Mons. Cesare Nosiglia, para que os profanadores devolvam as relíquias caiu no vazio

O prefeito de Castelnuovo, Giorgio Musso, disse o que todos os fiéis pensam: “jamais aconteceu uma coisa deste gênero, mas nos tempos que correm tudo pode acontecer”, noticiou o jornal “La Repubblica”.

De fato, o furor do inferno parece sentir seus dias contados e tenta seus derradeiros, mas piores golpes.

Atualização importante:

Felizmente, após 13 dias de investigações a polícia italiana recuperou a relíquia de Dom Bosco, numa casa na localidade de Pinerolo, informou a Rádio Vaticano no dia 21 de junho.

O responsável pelo roubo foi preso enquanto continuavam as indagações policiais sobre o caso ainda não inteiramente elucidado.

Furto da coroa da Imaculada Conceição de Fourvière na França

Na noite do dia 12 de maio, desconhecidos roubaram a excepcional coroa da Imaculada Conceição, venerada na famosíssima basílica de Fourvière, em Lyon, França.

Essa coroa tinha um valor único. Em 1899, aristocráticas famílias lionesas a ofereceram em agradecimento à Imaculada Mãe de Deus por ter afastado da cidade a invasão do exército prussiano e a eclosão da revolução comunista, ou Commune, que tocou fogo no país.

Principal jornal de Lyon noticia o furto sacrílego da coroa de Nossa Senhora de Fourvière.
Principal jornal de Lyon noticia o furto sacrílego da coroa de Nossa Senhora de Fourvière.
A joia simbólica tinha um grande valor material – incluía 1.791 pedras preciosas doadas por essas famílias – e estava no Museu de Arte Religiosa, de onde também foram roubados mais dois objetos: um anel e um cálice, segundo o site Aleteia.

O arcebispo da cidade, Cardeal Philippe Barbarin, manifestou indignação e comentou:

“Em Lyon, todo mundo ama Nossa Senhora de Fourvière. Quando Ela é agredida, os lioneses se sentem feridos”.

Porém, não se tem notícia de atos religiosos encomendados pela diocese em reparação proporcionada à ofensa cometida.

Destruição de imagem de Nossa Senhora de Guadalupe no Peru

Imagem de Nossa Senhora de Guadalupe destruída em Lima, Peru
Imagem de Nossa Senhora de Guadalupe destruída em Lima, Peru
Em Lima, capital do Peru, “desconhecidos” destruíram sacrilegamente uma imagem da Virgem de Guadalupe num santuário arquidiocesano.

Os paroquianos não conseguiam acreditar no que havia acontecido face ao ódio satânico então manifestado, informou ACIDigital.

A imagem de gesso apareceu esmigalhada no chão, disse o pároco Pe. Rafael Reátegui. Havia 15 anos que era venerada numa gruta do lado de fora do Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, no bairro La Victoria.

Uma nova imagem foi colocada na mesma gruta e recebeu repetidos atos de reparação oferecidos espontaneamente pelo povo.

A profanação aconteceu, observou o pároco, exatamente num “momento difícil e dramático no Peru”, onde estão se “perdendo os valores e atacando a família e a vida”.

É, pois, corrente que o furor do demônio está desatado.

Imagem de Santa Rosa de Lima substituída por símbolos satânicos, Lima, Peru.
Imagem de Santa Rosa de Lima substituída por símbolos satânicos, Lima, Peru.
No vídeo embaixo mais detalhes.
Atentado satânico contra Santa Rosa de Lima, em sua cidade

Ainda na capital peruana, no bairro San Juan de Lurigancho, outro grupo sacrílego atacou uma imagem de Santa Rosa de Lima e desenhou símbolos satânicos sobre sua urna, informou ACIDigital.

Agentes de segurança conseguiram recuperar a imagem no exato momento em que os profanadores tentavam fugir. Porém, foram liberados poucas horas depois, como está se tornando costume nos países que menosprezam a Lei de Deus

Segundo jornal televisionado 24 Horas, os satanistas picharam o santuário com uma cruz de cabeça para baixo, uma estrela invertida e o número 666, símbolo do anticristo.

Os fiéis reinstalaram a imagem em seu altar.



Guarulhos, SP: profanação sacrílega da Eucaristía

No Brasil, um ódio inexplicável se patenteou na invasão e profanação da igreja de Nossa Senhora do Rosário, na diocese de São Miguel Paulista (SP).

A comunidade ficou “estarrecida” pela diabólica violência contra a Eucaristia, noticiou também ACIDigital.

“Teve vandalismo, roubo dos cofres do dízimo, profanação do Santíssimo Sacramento”, relatou em sua página de Facebook a Paróquia São João Batista, em Itaim Paulista, à qual pertence a comunidade Nossa Senhora do Rosário.

Profanação na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, São Miguel Paulista, SP
Profanação na Igreja de Nossa Senhora do Rosário,
São Miguel Paulista
Na página foram publicadas fotos mostrando a depredação e hóstias jogadas sobre uma mesa.

“O Sacrário foi aberto e violado, espalharam hóstias, reviraram a sacristia toda, espalhando objetos sagrados”, relataram.

O pároco, Pe. Edmilson Leite Alves, disse que “muitas pessoas ficaram estarrecidas com tamanha violência com o Santíssimo Sacramento”.

Ele mesmo relatou que em 15 anos nessa paróquia nunca havia vivido algo parecido.

Os fiéis participaram de uma missa de desagravo ao Santíssimo Sacramento, com grande participação de paróquias vizinhas.

O Pe. Edmilson não abriu uma ocorrência na delegacia devido à impunidade existente em relação ao crime. “Nós nos sentimos impotentes”, lamentou.

Os homens podem ser impotentes, moles, relapsos, cúmplices ou ainda pior. Porém uma coisa é certa: quando o demônio desencadeia seu furor infernal é porque sente que seus dias estão contados.

O grande dia de Nossa Senhora está perto e então todos os crimes do chefe das potências infernais e de seus acólitos humanos serão punidos pelos anjos com magníficas manifestações de poder, enxotando Satanás e seus esbirros para os antros infernais.


quarta-feira, 31 de maio de 2017

Esvaziamento das igrejas italianas
enquanto os muçulmanos vão entrando

Missa suspensa por falta de fiéis em Veneza.
Cartaz na porta da igreja: missa suspensa por falta de fiéis, em Veneza.
Luis Dufaur
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Em artigo para o site La Nuova Bussola Quotidiana, o sacerdote italiano Pe. Claudio Crescimanno reproduziu um expressivo cartaz afixado na porta principal da igreja de São Erasmo, numa das ilhas da laguna de Venécia.

O cartaz estava algo envelhecido e ninguém tinha se preocupado em removê-lo, sobretudo se fosse uma provocação.

Ele dizia: “A missa foi suspensa por falta de fiéis”. E acrescentava que, a pedido, o Pe. Mário estava disponível para outros atendimentos.

O sacerdote se perguntou em quantas outras igrejas da Itália se poderia afixar um cartaz análogo.

E respondeu: em muitas, muitíssimas, infelizmente, como todos sabem.

Este é um processo de descristianização iniciado há cerca de quarenta anos.

O Pe. Claudio menciona outro dado desconcertante: até o ateísmo está em queda. Hoje os ateus declarados são a metade do que eram nos anos 70.

No quê acreditam, então, esses ex-fiéis e ex-ateus?

O sacerdote reproduz a resposta, que está na boca dessas almas cheias de nada e vazias de tudo: “Acredito no que eu acho”.

Trata-se, explica o autor, de uma espiritualidade fluida não confessional, subjetivista, relativista, sem identidade própria: qualquer coisa, ou pura e simplesmente nada.

Esse agnosticismo, segundo o sacerdote, é o fétido resultado de décadas em que se repete nas igrejas, nos oratórios e nos congressos que o cristão não deve ser afirmativo, que é mais importante se fazer perguntas do que dar respostas, que a fé é uma procura que nunca atinge seu objetivo, uma problemática sempre aberta, que se é cristão na prática e não na profissão da fé.

Após tanto insistir nesses relativismos, não é de espantar que muitos levem esses malabarismos verbais a sério e tirem a consequência lógica: o zero religioso.

Sondagem da Conferencia Episcopal Italiana – CEI verificou que mais de 60% dos jovens creem mais no mito da reencarnação do que no dogma da Ressurreição!

Chamada 'igreja azul' foi ligada a um seminário também abandonado. Uma aparição de Nossa Senhora teria acontecido no século XV
Chamada 'igreja azul' foi ligada a um seminário também abandonado.
Uma aparição de Nossa Senhora teria acontecido no século XV
É claro que assim as igrejas têm que esvaziar.

Segundo o Pe. Claudio, a grande pergunta é: “A Igreja está cumprindo a sua tarefa?”.

Não adianta falar que seus hierarcas estão cuidando da sociologia, da ecologia, da questão social, do humanitarismo, do acompanhamento, do testemunho ou do entretenimento.

Essas não são finalidades da Igreja. Sua finalidade de ontem, hoje e sempre é evangelizar. Quer dizer, pregar a todos as grandes verdades da fé sobre Deus, sobre a prática dos Mandamentos e dos Novíssimos do homem – o Céu e o inferno –, como Jesus Cristo mandou.

É só assim que se enchem as igrejas, exclama o sacerdote.

O retorno dos homens ao único Deus verdadeiro, quer dizer, ao “Deus católico” hoje vituperado, se faz derrubando os ídolos do novo paganismo humanista e erradamente “misericordioso”. E essa é uma obra absolutamente sobrenatural.

Pregar Cristo crucificado, a única ponte que une o Céu e a terra, renovar o sacrifício do Calvário sobre os altares, sem pensar em fazer uma festa para comemorar a vida da comunidade, alegrar e adormecer as consciências dos presentes.

Se não for isso, o que libertará as almas do Purgatório, reparará pelos pecados da humanidade, converterá os pecadores, santificará os fiéis e derrotará os demônios?, pergunta angustiado o sacerdote.

A Missa não é um espetáculo – diz o Pe. Cláudio –, mas um verdadeiro sacrifício propiciatório que atrai a graça sobrenatural, ainda que ninguém a assista e que o celebrante esteja sozinho no alto do Himalaia!

O espetáculo festivo e repetitivo na missa cansa. Entende-se, então, o cartaz da igreja de São Erasmo.

Em sentido contrário, a graça de Deus que contém em si todos os deleites espirituais, não cansa jamais.

Sobre o mesmo tema versou o teólogo progressista Alberto Melloni, em artigo para o jornal laicista “La Repubblica”. Ele observou uma contradição: as estatísticas dizem que o consenso em torno do Papa Francisco cresce sem freio.

Mas quem entra nas igrejas as encontra cada vez mais vazias.

Os frequentadores são cada vez mais idosos.
Os frequentadores são cada vez mais idosos.
O número de sacerdotes já é insuficiente. Por vezes, os bispos acumulam o peso de dezenas de paróquias e capelas sob as costas de um só padre.

O Papa Francisco dedica o Angelus ou o Regina Coeli dos domingos ao povo que se reúne – aliás, sempre mais escassamente – na Praça de São Pedro.

A mídia faz barulho, mas mal consegue dissimular. O vazio reinante reflete só a ausência e a inexpressividade desses encontros.

Meloni reconhece que a crise se resolveria se houvesse verdadeiro amor pela Eucaristia e pela verdadeira vida de Igreja.

Mas deblatera contra qualquer volta atrás, rotulada depreciativamente de “fundamentalista”. Para ele, essa Igreja tradicional que reverdeja é a maior ameaça ao cristianismo.

Ainda segundo Melloni, o desinteresse popular pela linha pastoral adotada nos últimos anos é ocultado pelo biombo da popularidade atribuída à pessoa do Papa Francisco.

Melloni cita como amostra da insensibilidade geral o fato de os bispos aguardarem um sinal do Papa. Mas quando o Papa os cutuca, não sai nada.

Entrementes, cartazes cá e lá descrevem uma paisagem desoladora. E Melloni lembra um cartaz análogo ao referido pelo Pe. Cláudio: “A missa é aqui. Todos os terceiros domingos do mês. Para funerais, avisem antes”.

Por sua vez, o Pe. Gabriele, que há 25 anos faz apostolado em Corviale, na periferia de Roma, conta que sua paróquia de São Paulo da Cruz está sempre semi-vazia.

“É a modernidade”, diz, à guisa de explicação. Os fiéis se recusam a entrar numa igreja de desenho moderno que esmaga com suas massas de cimento armado.

Então os paroquianos pegam um ônibus e vão para outras paróquias.

Em 2007, 33,43% dos italianos iam a uma igreja pelo menos uma vez por semana. Hoje são apenas 27,5%, o mínimo histórico na última década.

Onde está o “efeito Bergoglio”? – perguntou o jornal “Il Giornale”, de Milão.

“O Papa Francisco, tão popular e prezado, parece não exercer qualquer efeito positivo na prática religiosa dos italianos”, registrou o jornal.

Muçulmanos rezam diante da catedral de Milão
Muçulmanos rezam diante da catedral de Milão
O único número estável é o dos não praticantes, enquanto diminui o daqueles que vão a alguma função religiosa pelo menos no domingo.

Estes atingiram o mínimo histórico no pontificado do Papa Bergoglio. O instituto oficial de estatísticas ISTAT calculou que pelo fim de 2016 pouco mais de um italiano de cada quatro punha o pé na igreja uma vez por semana.

Os que nunca o fazem cresceram de 18,2% em 2007 para 22,7% hoje. O auge de deserções se deu nos jovens entre 18 e 24 anos: menos 30%.

Os anciãos salvam as missas. Mas nos últimos dez anos foram “perdidos” mil locais de culto, transformados em lojas comerciais, bibliotecas e até em fast food.

Porém, do alto das sedes episcopais e do Vaticano chega insistente até à obsessão o apelo para abrir as portas dos prédios religiosos católicos aos invasores maometanos, cujos refúgios e mesquitas proliferam.

Nos mais militantes desses novos “espaços de culto” e de “acolhida” os frequentadores mais bem informados afiam seus punhais e lubrificam suas kalachnikovs.


quarta-feira, 17 de maio de 2017

Professora da Sorbonne denuncia ditadura sutil e implacável da mídia

Ingrid Riocreux, professora na Universidade da Sorbonne, Paris
Ingrid Riocreux, professora na Universidade da Sorbonne, Paris
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





A professora da Sorbonne Ingrid Riocreux lançou o livro La langue des médias, destruction du langage et fabrication du consentement (A língua da mídia. A destruição da linguagem e o fabrico do consenso, Editions du Toucan, 336 págs)

Ela foi entrevistada pela BSCNews e descreveu seu itinerário intelectual. Quando ditava cursos de retórica para futuros jornalistas na Sorbonne, optou por haurir exemplos da mídia mais acatada.

Ela foi a primeira a ficar surpresa, porque se deparou com um modo de falar típico dos jornalistas. Esse é construído com fórmulas feitas, com uma sintaxe e slogans que embutem um “pré-pensamento” que condiciona a intelecção dos leitores.

A professora Ingrid se considera membro da “geração 21 de abril” de 2002, data em que o candidato da direita Jean Marie Le Pen tirou do segundo turno o candidato socialista Lionel Jospin.

Naquela época, ela não se interessava pela política e não sabia o que tinha acontecido. Mas subitamente deparou-se com seus colegas de estudo em crise, chorando e deblaterando contra os “cúmplices do fascismo”. “Le Pen – esbravejavam eles – é como Hitler!”

E Ingrid achou que esse modo de reagir era abusivo e bestificante. Ela percebeu algo profundamente errado na linguagem da mídia, que determinava reações mal encaixadas. A singularidade do fato lhe entrou pelos olhos e ela começou a refletir.

Agora que é professora na famosa Sorbonne, conclui que a mídia está continuamente querendo impor às pessoas o que estas têm que pensar sobre este ou aquele assunto.

A grande mídia quer definir qual é o pensamento autorizado e qual não, no fundo e na forma.

A professora então quis abrir os olhos dos alunos, mas estes lhe respondiam: “Na televisão, eles falam desse jeito”.

Ingrid percebeu que falava para jovens criados sem pensamento crítico. Eles reagiam como que hipnotizados pelos slogans da grande mídia. E sobre assuntos tão diversos como imigração, mudanças climáticas, condições das mulheres, pedagogia, costumes, direitos humanos, etc.

Essa ideologia não se reduz à doutrina deste ou daquele partido, mas funciona como um dogma. Todo o mundo tem que acertar o passo com ele, ainda que só na aparência, de medo a ser excluído do convívio.

Em poucas palavras, uma Inquisição que persegue o pensamento individual e pune quem viola o dogma por ela concebido.

Essa Inquisição reprime quem pensa diferente. Porque esse "crime" põe em perigo a submissão ao dogma oficial midiaticamente definido.

'A língua da mídia, a destruição da linguagem
e o fabrico do consenso', o livro de Ingrid Riocreux.
É uma polícia do pensamento que não condena à morte quem julga por si próprio.

Mas exige que cada indivíduo se humilhe e recite seu ato de contrição para poder fazer uma vida normal.

Se o dissidente continuar com ideias próprias, ele passará a ser desacreditado. Tudo o que diga será recebido com derrisão por princípio.

Essa Inquisição midiática emite condenações morais.

Quem não pensar como ela será acusado de racista, de “extremista de direita” – no Brasil, de “tefepista” – e condenado a um exílio intelectual.

Essa Inquisição – o IV Poder referido por Carlos de Laet – passa por cima das fronteiras políticas. Ele funciona como o regente da consciência dos indivíduos e das coletividades, da moral, do senso do bem e do mal – aliás, ateu – da nossa época.

Para a professora da Sorbonne, há uma conduta totalitária dos jornalistas. Eles vão atrás dos “desvios” daqueles que não afinam com a onipresente Inquisição, como a "polícia do pensamento" de Orwell.

Dita conduta é ensinada desde as escolas de jornalismo, com senhas identificadoras e sistemas de pressão enormes.

Mas hoje atingimos o fundo do poço. Então, é pouco dizer que a opinião pública se desinteressa do que espalha a mídia.

Por isso, hoje há uma desconfiança em relação à mídia, observa a professora da Sorbonne. É até negócio para um político fazer-se detestar por grandes grupos informativos e aparecer como vítima da imprensa.

Trump se fez eleger em grande parte com esta estratégia. Hoje a mídia adotou esdruxulamente o método do tiro pela culatra: quando mais elogia alguém, mais o afunda, e quanto mais o critica, mais o faz subir, ainda que não o queira.

Chega-se assim ao fenômeno das chamadas “mídias alternativas” ou “não conformistas” que, falando através de blogs, sites caseiros ou redes sociais gratuitas, tiram um enorme benefício.

O público que não confia na grande mídia vai procurar a informação nessas “mídias alternativas”, as quais até geram outros problemas ao inspirarem excessiva confiança.

Mas, independentemente das críticas que lhe possam ser feitas, o Davi “alternativo” está jogando por terra o “Golias” macromidiático.

Ingrid recomenda uma sã desconfiança em relação a qualquer fonte de informação e um estímulo ao espírito crítico.

A professora da Sorbonne conclui que há “um verdadeiro menosprezo da grande mídia por todos nós. Ela [a mídia] aborrece essa gentalha [nós], que considera retrógrada e temerosa, reacionária face ao progresso e minada pelas más inclinações (conservadorismo, etc.)”.

“A mídia considera um dever corrigir nossa natureza vilã, e quer nos reeducar”, concluiu.


Vídeo: TEXTO





A tirania da imprensa segundo Carlos de Laet. Um texto histórico

O grande pensador católico Carlos de Laet, Presidente da Academia Brasileira de Letras, em conferência feita no dia 8 de maio de 1902, no Círculo Católico da Mocidade do Rio de Janeiro:

“Tirania da imprensa! Sim, tirania da imprensa... Agora está lançada a palavra, le mot est lancé... Nescit vox missa reverti, não volta atrás o que já se disse, e remédio não tenho senão justificar a minha tese.

Senhores, uma das grandes singularidades dos tempos atuais, é que os povos vivem a combater fantasmas de tiranias, e indiferentes às tiranias verdadeiras.

As evoluções derribam monarcas, que às vezes são magnânimos pastores de povos.

Antigamente cortavam-lhes as cabeças, mas hoje nem sequer essa honra lhes fazem: contentam-se com despedi-los, fazem-nos embarcar a desoras, porque sabem que já poucos são os reis cônscios da sua missão providencial e do seu dever de resistência...

Por outro lado, apregoa-se a tirania do capital; e, adversa a todo capitalista e a cada empresário, está uma turba fremente preste a tumultuar, quando julga menoscabados os seus direitos...

E todavia, senhores, o povo ainda não compreendeu que uma das maiores tiranias que o conculcam é a da imprensa; e, longe de compreendê-lo, antes a reputa uma salvaguarda dos seus interesses e a vindicatriz de seus direitos. É contra este sofisma que ora me insurjo.

Que é tirania, senhores?

Omnis definitio periculosa, diziam os escolásticos; mas creio não errar definindo tirania o indébito e opressivo poder exercido por um, ou por poucos, contra a grande maioria dos seus conterrâneos.

Ora, esta definição maravilhosamente quadra ao chamado poder da imprensa. 

Sim, ela é o poder de poucos sobre a massa popular. 

Contai o número imenso de homens que não figuram, que não podem figurar na imprensa, uns porque lhes faltam aptidões, outros por negação a esse gênero de atividade, outros porque não têm dinheiro ou relações que lhes abram as portas dos jornais.

Contai, por outra parte, o minguado número de jornalistas, - e dizei-me se não se trata de uma verdadeira oligarquia, do temeroso predomínio de um pugilo, de um grupinho de homens sobre a quase totalidade do seus concidadãos.

E que poder exerce esse grupo minúsculo? Enorme.

A imprensa pode, efetivamente, influir no governo de um país, constituindo aquilo que já se chamou o quarto poder do Estado”.

(O frade estrangeiro e outros escritos, Edição da Academia Brasileira de Letras, Rio de Janeiro, 1953, pp. 80-81).


quarta-feira, 3 de maio de 2017

Londonistão: 423 mesquitas novas e 500 igrejas fechadas:
um efeito do multiculturalismo ecumênico

Maometanos rezam numa praça do leste de Londres.
Maometanos rezam numa praça do leste de Londres.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







“Londres bem poderá ser chamada de Londonistão”, escreveu Giulio Meotti, editor cultural do jornal italiano “Il Foglio”, citado pelo Gateston Institute.

Não é uma piada, mas uma realidade estatística favorecida por personalidades britânicas que continuam abrindo as portas para a introdução da lei islâmica ou sharia nos usos e costumes do país.

Esse foi um dos fatores decisivos para que os britânicos aprovassem sair da União Europeia votando o Brexit no ano passado

“Um dos principais juízes da Grã-Bretanha, Sir James Munby, ressaltou que o cristianismo não influencia mais os tribunais e que estes devem ser multiculturais, ou seja, mais islâmicos”, escreve Meotti.

“Rowan Williams, ex-arcebispo de Canterbury, e o Chefe de Justiça Lord Phillips também sugeriram que a lei britânica deveria ‘incorporar’ elementos da Lei Islâmica (Sharia).

As universidades britânicas também estão promovendo a lei islâmica. As diretrizes acadêmicas estabelecem que 'grupos religiosos ortodoxos' podem separar homens e mulheres durante os eventos.

A reclamação é ultra-radical mas o sorriso é multiculturalista e ecumênico para enganar os bobos.
A reclamação é ultra-radical mas o sorriso é multiculturalista e ecumênico para enganar bobo
“Na Queen Mary University of London as mulheres tiveram que usar uma entrada separada e foram obrigadas a sentar-se numa sala sem poderem fazer perguntas ou levantar as mãos, igualzinho ao que acontece em Riad e em Teerã”, exemplificou Meotti.

“Londres é mais islâmica do que muitos países muçulmanos juntos”, defende Maulana Syed Raza Rizvi, um dos pregadores islâmicos que lideram o “Londonistão“, epíteto criado pela jornalista Melanie Phillips para a capital inglesa.

É dessa maneira que os autodenominados multiculturalistas britânicos estão alimentando o fundamentalismo islâmico e traindo seu país, prossegue o escritor italiano.

Londonistão ostenta hoje 423 novas mesquitas, enquanto o clero anglicano ou católico fecha as igrejas e por vezes as entrega à religião invasora.

A Hyatt United Church foi comprada pela comunidade egípcia para ser transformada em mesquita. A Saint Peter's Church foi transformada na mesquita Madina. A Brick Lane Mosque foi construída sobre um antigo templo metodista.

O número de "convertidos" ao Islã dobrou. E não poucas vezes esses "convertidos" abraçam o Islã radical, como foi o caso de Khalid Masood, o terrorista que atacou Westminster há poucas semanas.

Muçulmanos pedem a implantação com exclusividade da lei islâmica em Londres.
Muçulmanos pedem a implantação com exclusividade da lei islâmica em Londres.
A igreja de São Jorge, projetada para 1.230 fiéis, recebe apenas 12 frequentadores na missa. Na igreja de Santa Maria comparecem só 20.

Mas na mesquita ao lado, a Brune Street Estate, pequeno salão para apenas 100 pessoas, os cultuadores de Maomé não encontram vaga e se espalham pela rua para rezar.

Estima-se que em 2020 os muçulmanos praticantes atingirão um mínimo de 683.000, enquanto que os cristãos que assistem à missa semanal despencarão para 679.000.

Segundo Ceri Peach, da Universidade de Oxford, metade dos muçulmanos britânicos tem menos de 25 anos. Em sentido contrário, um quarto dos cristãos está acima dos 65.

Desde 2001, 500 igrejas de Londres de diversas denominações foram transformadas em casas particulares.

Os britânicos que se dizem anglicanos caíram de 21% para 17%, uma retração de 1,7 milhões de pessoas, enquanto o número de muçulmanos, segundo o respeitado NatCen Social Research Institute, saltou quase um milhão.

Em 2015, o nome mais comum dado aos recém-nascidos na Inglaterra foi Maomé, contabilizando-se todas as suas variedades ortográficas.

Mesquita Central e Centro Cultural Islâmico de Londres durante orações do Ramadã prescritas pelo Corão
Mesquita Central e Centro Cultural Islâmico de Londres
durante orações do Ramadã prescritas pelo Corão
Conforme escreveu Innes Bowen no “The Spectator”, apenas duas das 1.700 mesquitas na Grã-Bretanha de hoje seguem a interpretação modernista do Islã.

Giulio Meotti não esclarece o significado de “modernista” nem qual é a confiabilidade que isso lhes dá. Talvez seja “não terrorista” ou “não fanática”. É decididamente muito pouco.

Meotti diz que Londres está repleta de tribunais da sharia: oficialmente 100. Mas não computa os tribunais paralelos ou improvisados.

A instalação desse sistema jurídico obedecendo a critérios opostos ao do Direito ensinados contidos no Corão e na jurisprudência islâmica foi possível graças às normas oficiais conhecidas, como o British Arbitration Act e ao sistema Alternative Dispute Resolution.

Enquanto os atentados no fim de 2014 enfureciam a opinião pública, o chefe do MI6 – agência britânica de inteligência (ou de informações) – Sir John Sawers, recomendava à imprensa a autocensura e “certa moderação“ ao falar sobre o Islã.

Aliás, não precisava... Mas o chefe encarregado de defender o povo inglês queria ainda mais.

E como cereja envenenada sobre um chantilly feito de morte e agressão, o embaixador britânico na Arábia Saudita, Simon Collis, se converteu ao Islã e realizou a peregrinação a Meca, o hajj. Ele agora se chama Haji Collis.

Ofício fúnebre na mesquita Jamia Masjid Ghamkol Sharif, Birmingham
Ofício fúnebre na mesquita Jamia Masjid Ghamkol Sharif, Birmingham
O que está por vir? – interrogou pasmo o diretor cultural de “Il Foglio”.

É aventurado fazer prognósticos em curto prazo, mas uma coisa é certa: Nossa Senhora em Fátima previu terríveis castigos para os povos que constituem a humanidade se esses não se afastam da via de degradação dos costumes. 

A invasão islâmica não será um desses castigos?

Mas Nossa Senhora acrescentou que, no fim das calamidades, seu Coração Imaculado triunfará.

Em outros termos, que a Rainha do Céu e da Terra será reconhecida enquanto tal pelos homens arrependidos.