quarta-feira, 31 de maio de 2017

Esvaziamento das igrejas italianas
enquanto os muçulmanos vão entrando

Missa suspensa por falta de fiéis em Veneza.
Cartaz na porta da igreja: missa suspensa por falta de fiéis, em Veneza.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Em artigo para o site La Nuova Bussola Quotidiana, o sacerdote italiano Pe. Claudio Crescimanno reproduziu um expressivo cartaz afixado na porta principal da igreja de São Erasmo, numa das ilhas da laguna de Venécia.

O cartaz estava algo envelhecido e ninguém tinha se preocupado em removê-lo, sobretudo se fosse uma provocação.

Ele dizia: “A missa foi suspensa por falta de fiéis”. E acrescentava que, a pedido, o Pe. Mário estava disponível para outros atendimentos.

O sacerdote se perguntou em quantas outras igrejas da Itália se poderia afixar um cartaz análogo.

E respondeu: em muitas, muitíssimas, infelizmente, como todos sabem.

Este é um processo de descristianização iniciado há cerca de quarenta anos.

O Pe. Claudio menciona outro dado desconcertante: até o ateísmo está em queda. Hoje os ateus declarados são a metade do que eram nos anos 70.

No quê acreditam, então, esses ex-fiéis e ex-ateus?

O sacerdote reproduz a resposta, que está na boca dessas almas cheias de nada e vazias de tudo: “Acredito no que eu acho”.

Trata-se, explica o autor, de uma espiritualidade fluida não confessional, subjetivista, relativista, sem identidade própria: qualquer coisa, ou pura e simplesmente nada.

Esse agnosticismo, segundo o sacerdote, é o fétido resultado de décadas em que se repete nas igrejas, nos oratórios e nos congressos que o cristão não deve ser afirmativo, que é mais importante se fazer perguntas do que dar respostas, que a fé é uma procura que nunca atinge seu objetivo, uma problemática sempre aberta, que se é cristão na prática e não na profissão da fé.

Após tanto insistir nesses relativismos, não é de espantar que muitos levem esses malabarismos verbais a sério e tirem a consequência lógica: o zero religioso.

Sondagem da Conferencia Episcopal Italiana – CEI verificou que mais de 60% dos jovens creem mais no mito da reencarnação do que no dogma da Ressurreição!

Chamada 'igreja azul' foi ligada a um seminário também abandonado. Uma aparição de Nossa Senhora teria acontecido no século XV
Chamada 'igreja azul' foi ligada a um seminário também abandonado.
Uma aparição de Nossa Senhora teria acontecido no século XV
É claro que assim as igrejas têm que esvaziar.

Segundo o Pe. Claudio, a grande pergunta é: “A Igreja está cumprindo a sua tarefa?”.

Não adianta falar que seus hierarcas estão cuidando da sociologia, da ecologia, da questão social, do humanitarismo, do acompanhamento, do testemunho ou do entretenimento.

Essas não são finalidades da Igreja. Sua finalidade de ontem, hoje e sempre é evangelizar. Quer dizer, pregar a todos as grandes verdades da fé sobre Deus, sobre a prática dos Mandamentos e dos Novíssimos do homem – o Céu e o inferno –, como Jesus Cristo mandou.

É só assim que se enchem as igrejas, exclama o sacerdote.

O retorno dos homens ao único Deus verdadeiro, quer dizer, ao “Deus católico” hoje vituperado, se faz derrubando os ídolos do novo paganismo humanista e erradamente “misericordioso”. E essa é uma obra absolutamente sobrenatural.

Pregar Cristo crucificado, a única ponte que une o Céu e a terra, renovar o sacrifício do Calvário sobre os altares, sem pensar em fazer uma festa para comemorar a vida da comunidade, alegrar e adormecer as consciências dos presentes.

Se não for isso, o que libertará as almas do Purgatório, reparará pelos pecados da humanidade, converterá os pecadores, santificará os fiéis e derrotará os demônios?, pergunta angustiado o sacerdote.

A Missa não é um espetáculo – diz o Pe. Cláudio –, mas um verdadeiro sacrifício propiciatório que atrai a graça sobrenatural, ainda que ninguém a assista e que o celebrante esteja sozinho no alto do Himalaia!

O espetáculo festivo e repetitivo na missa cansa. Entende-se, então, o cartaz da igreja de São Erasmo.

Em sentido contrário, a graça de Deus que contém em si todos os deleites espirituais, não cansa jamais.

Sobre o mesmo tema versou o teólogo progressista Alberto Melloni, em artigo para o jornal laicista “La Repubblica”. Ele observou uma contradição: as estatísticas dizem que o consenso em torno do Papa Francisco cresce sem freio.

Mas quem entra nas igrejas as encontra cada vez mais vazias.

Os frequentadores são cada vez mais idosos.
Os frequentadores são cada vez mais idosos.
O número de sacerdotes já é insuficiente. Por vezes, os bispos acumulam o peso de dezenas de paróquias e capelas sob as costas de um só padre.

O Papa Francisco dedica o Angelus ou o Regina Coeli dos domingos ao povo que se reúne – aliás, sempre mais escassamente – na Praça de São Pedro.

A mídia faz barulho, mas mal consegue dissimular. O vazio reinante reflete só a ausência e a inexpressividade desses encontros.

Meloni reconhece que a crise se resolveria se houvesse verdadeiro amor pela Eucaristia e pela verdadeira vida de Igreja.

Mas deblatera contra qualquer volta atrás, rotulada depreciativamente de “fundamentalista”. Para ele, essa Igreja tradicional que reverdeja é a maior ameaça ao cristianismo.

Ainda segundo Melloni, o desinteresse popular pela linha pastoral adotada nos últimos anos é ocultado pelo biombo da popularidade atribuída à pessoa do Papa Francisco.

Melloni cita como amostra da insensibilidade geral o fato de os bispos aguardarem um sinal do Papa. Mas quando o Papa os cutuca, não sai nada.

Entrementes, cartazes cá e lá descrevem uma paisagem desoladora. E Melloni lembra um cartaz análogo ao referido pelo Pe. Cláudio: “A missa é aqui. Todos os terceiros domingos do mês. Para funerais, avisem antes”.

Por sua vez, o Pe. Gabriele, que há 25 anos faz apostolado em Corviale, na periferia de Roma, conta que sua paróquia de São Paulo da Cruz está sempre semi-vazia.

“É a modernidade”, diz, à guisa de explicação. Os fiéis se recusam a entrar numa igreja de desenho moderno que esmaga com suas massas de cimento armado.

Então os paroquianos pegam um ônibus e vão para outras paróquias.

Em 2007, 33,43% dos italianos iam a uma igreja pelo menos uma vez por semana. Hoje são apenas 27,5%, o mínimo histórico na última década.

Onde está o “efeito Bergoglio”? – perguntou o jornal “Il Giornale”, de Milão.

“O Papa Francisco, tão popular e prezado, parece não exercer qualquer efeito positivo na prática religiosa dos italianos”, registrou o jornal.

Muçulmanos rezam diante da catedral de Milão
Muçulmanos rezam diante da catedral de Milão
O único número estável é o dos não praticantes, enquanto diminui o daqueles que vão a alguma função religiosa pelo menos no domingo.

Estes atingiram o mínimo histórico no pontificado do Papa Bergoglio. O instituto oficial de estatísticas ISTAT calculou que pelo fim de 2016 pouco mais de um italiano de cada quatro punha o pé na igreja uma vez por semana.

Os que nunca o fazem cresceram de 18,2% em 2007 para 22,7% hoje. O auge de deserções se deu nos jovens entre 18 e 24 anos: menos 30%.

Os anciãos salvam as missas. Mas nos últimos dez anos foram “perdidos” mil locais de culto, transformados em lojas comerciais, bibliotecas e até em fast food.

Porém, do alto das sedes episcopais e do Vaticano chega insistente até à obsessão o apelo para abrir as portas dos prédios religiosos católicos aos invasores maometanos, cujos refúgios e mesquitas proliferam.

Nos mais militantes desses novos “espaços de culto” e de “acolhida” os frequentadores mais bem informados afiam seus punhais e lubrificam suas kalachnikovs.


quarta-feira, 17 de maio de 2017

Professora da Sorbonne denuncia ditadura sutil e implacável da mídia

Ingrid Riocreux, professora na Universidade da Sorbonne, Paris
Ingrid Riocreux, professora na Universidade da Sorbonne, Paris
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





A professora da Sorbonne Ingrid Riocreux lançou o livro La langue des médias, destruction du langage et fabrication du consentement (A língua da mídia. A destruição da linguagem e o fabrico do consenso, Editions du Toucan, 336 págs)

Ela foi entrevistada pela BSCNews e descreveu seu itinerário intelectual. Quando ditava cursos de retórica para futuros jornalistas na Sorbonne, optou por haurir exemplos da mídia mais acatada.

Ela foi a primeira a ficar surpresa, porque se deparou com um modo de falar típico dos jornalistas. Esse é construído com fórmulas feitas, com uma sintaxe e slogans que embutem um “pré-pensamento” que condiciona a intelecção dos leitores.

A professora Ingrid se considera membro da “geração 21 de abril” de 2002, data em que o candidato da direita Jean Marie Le Pen tirou do segundo turno o candidato socialista Lionel Jospin.

Naquela época, ela não se interessava pela política e não sabia o que tinha acontecido. Mas subitamente deparou-se com seus colegas de estudo em crise, chorando e deblaterando contra os “cúmplices do fascismo”. “Le Pen – esbravejavam eles – é como Hitler!”

E Ingrid achou que esse modo de reagir era abusivo e bestificante. Ela percebeu algo profundamente errado na linguagem da mídia, que determinava reações mal encaixadas. A singularidade do fato lhe entrou pelos olhos e ela começou a refletir.

Agora que é professora na famosa Sorbonne, conclui que a mídia está continuamente querendo impor às pessoas o que estas têm que pensar sobre este ou aquele assunto.

A grande mídia quer definir qual é o pensamento autorizado e qual não, no fundo e na forma.

A professora então quis abrir os olhos dos alunos, mas estes lhe respondiam: “Na televisão, eles falam desse jeito”.

Ingrid percebeu que falava para jovens criados sem pensamento crítico. Eles reagiam como que hipnotizados pelos slogans da grande mídia. E sobre assuntos tão diversos como imigração, mudanças climáticas, condições das mulheres, pedagogia, costumes, direitos humanos, etc.

Essa ideologia não se reduz à doutrina deste ou daquele partido, mas funciona como um dogma. Todo o mundo tem que acertar o passo com ele, ainda que só na aparência, de medo a ser excluído do convívio.

Em poucas palavras, uma Inquisição que persegue o pensamento individual e pune quem viola o dogma por ela concebido.

Essa Inquisição reprime quem pensa diferente. Porque esse "crime" põe em perigo a submissão ao dogma oficial midiaticamente definido.

'A língua da mídia, a destruição da linguagem
e o fabrico do consenso', o livro de Ingrid Riocreux.
É uma polícia do pensamento que não condena à morte quem julga por si próprio.

Mas exige que cada indivíduo se humilhe e recite seu ato de contrição para poder fazer uma vida normal.

Se o dissidente continuar com ideias próprias, ele passará a ser desacreditado. Tudo o que diga será recebido com derrisão por princípio.

Essa Inquisição midiática emite condenações morais.

Quem não pensar como ela será acusado de racista, de “extremista de direita” – no Brasil, de “tefepista” – e condenado a um exílio intelectual.

Essa Inquisição – o IV Poder referido por Carlos de Laet – passa por cima das fronteiras políticas. Ele funciona como o regente da consciência dos indivíduos e das coletividades, da moral, do senso do bem e do mal – aliás, ateu – da nossa época.

Para a professora da Sorbonne, há uma conduta totalitária dos jornalistas. Eles vão atrás dos “desvios” daqueles que não afinam com a onipresente Inquisição, como a "polícia do pensamento" de Orwell.

Dita conduta é ensinada desde as escolas de jornalismo, com senhas identificadoras e sistemas de pressão enormes.

Mas hoje atingimos o fundo do poço. Então, é pouco dizer que a opinião pública se desinteressa do que espalha a mídia.

Por isso, hoje há uma desconfiança em relação à mídia, observa a professora da Sorbonne. É até negócio para um político fazer-se detestar por grandes grupos informativos e aparecer como vítima da imprensa.

Trump se fez eleger em grande parte com esta estratégia. Hoje a mídia adotou esdruxulamente o método do tiro pela culatra: quando mais elogia alguém, mais o afunda, e quanto mais o critica, mais o faz subir, ainda que não o queira.

Chega-se assim ao fenômeno das chamadas “mídias alternativas” ou “não conformistas” que, falando através de blogs, sites caseiros ou redes sociais gratuitas, tiram um enorme benefício.

O público que não confia na grande mídia vai procurar a informação nessas “mídias alternativas”, as quais até geram outros problemas ao inspirarem excessiva confiança.

Mas, independentemente das críticas que lhe possam ser feitas, o Davi “alternativo” está jogando por terra o “Golias” macromidiático.

Ingrid recomenda uma sã desconfiança em relação a qualquer fonte de informação e um estímulo ao espírito crítico.

A professora da Sorbonne conclui que há “um verdadeiro menosprezo da grande mídia por todos nós. Ela [a mídia] aborrece essa gentalha [nós], que considera retrógrada e temerosa, reacionária face ao progresso e minada pelas más inclinações (conservadorismo, etc.)”.

“A mídia considera um dever corrigir nossa natureza vilã, e quer nos reeducar”, concluiu.


Vídeo: TEXTO





A tirania da imprensa segundo Carlos de Laet. Um texto histórico

O grande pensador católico Carlos de Laet, Presidente da Academia Brasileira de Letras, em conferência feita no dia 8 de maio de 1902, no Círculo Católico da Mocidade do Rio de Janeiro:

“Tirania da imprensa! Sim, tirania da imprensa... Agora está lançada a palavra, le mot est lancé... Nescit vox missa reverti, não volta atrás o que já se disse, e remédio não tenho senão justificar a minha tese.

Senhores, uma das grandes singularidades dos tempos atuais, é que os povos vivem a combater fantasmas de tiranias, e indiferentes às tiranias verdadeiras.

As evoluções derribam monarcas, que às vezes são magnânimos pastores de povos.

Antigamente cortavam-lhes as cabeças, mas hoje nem sequer essa honra lhes fazem: contentam-se com despedi-los, fazem-nos embarcar a desoras, porque sabem que já poucos são os reis cônscios da sua missão providencial e do seu dever de resistência...

Por outro lado, apregoa-se a tirania do capital; e, adversa a todo capitalista e a cada empresário, está uma turba fremente preste a tumultuar, quando julga menoscabados os seus direitos...

E todavia, senhores, o povo ainda não compreendeu que uma das maiores tiranias que o conculcam é a da imprensa; e, longe de compreendê-lo, antes a reputa uma salvaguarda dos seus interesses e a vindicatriz de seus direitos. É contra este sofisma que ora me insurjo.

Que é tirania, senhores?

Omnis definitio periculosa, diziam os escolásticos; mas creio não errar definindo tirania o indébito e opressivo poder exercido por um, ou por poucos, contra a grande maioria dos seus conterrâneos.

Ora, esta definição maravilhosamente quadra ao chamado poder da imprensa. 

Sim, ela é o poder de poucos sobre a massa popular. 

Contai o número imenso de homens que não figuram, que não podem figurar na imprensa, uns porque lhes faltam aptidões, outros por negação a esse gênero de atividade, outros porque não têm dinheiro ou relações que lhes abram as portas dos jornais.

Contai, por outra parte, o minguado número de jornalistas, - e dizei-me se não se trata de uma verdadeira oligarquia, do temeroso predomínio de um pugilo, de um grupinho de homens sobre a quase totalidade do seus concidadãos.

E que poder exerce esse grupo minúsculo? Enorme.

A imprensa pode, efetivamente, influir no governo de um país, constituindo aquilo que já se chamou o quarto poder do Estado”.

(O frade estrangeiro e outros escritos, Edição da Academia Brasileira de Letras, Rio de Janeiro, 1953, pp. 80-81).


quarta-feira, 3 de maio de 2017

Londonistão: 423 mesquitas novas e 500 igrejas fechadas:
um efeito do multiculturalismo ecumênico

Maometanos rezam numa praça do leste de Londres.
Maometanos rezam numa praça do leste de Londres.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







“Londres bem poderá ser chamada de Londonistão”, escreveu Giulio Meotti, editor cultural do jornal italiano “Il Foglio”, citado pelo Gateston Institute.

Não é uma piada, mas uma realidade estatística favorecida por personalidades britânicas que continuam abrindo as portas para a introdução da lei islâmica ou sharia nos usos e costumes do país.

Esse foi um dos fatores decisivos para que os britânicos aprovassem sair da União Europeia votando o Brexit no ano passado

“Um dos principais juízes da Grã-Bretanha, Sir James Munby, ressaltou que o cristianismo não influencia mais os tribunais e que estes devem ser multiculturais, ou seja, mais islâmicos”, escreve Meotti.

“Rowan Williams, ex-arcebispo de Canterbury, e o Chefe de Justiça Lord Phillips também sugeriram que a lei britânica deveria ‘incorporar’ elementos da Lei Islâmica (Sharia).

As universidades britânicas também estão promovendo a lei islâmica. As diretrizes acadêmicas estabelecem que 'grupos religiosos ortodoxos' podem separar homens e mulheres durante os eventos.

A reclamação é ultra-radical mas o sorriso é multiculturalista e ecumênico para enganar os bobos.
A reclamação é ultra-radical mas o sorriso é multiculturalista e ecumênico para enganar bobo
“Na Queen Mary University of London as mulheres tiveram que usar uma entrada separada e foram obrigadas a sentar-se numa sala sem poderem fazer perguntas ou levantar as mãos, igualzinho ao que acontece em Riad e em Teerã”, exemplificou Meotti.

“Londres é mais islâmica do que muitos países muçulmanos juntos”, defende Maulana Syed Raza Rizvi, um dos pregadores islâmicos que lideram o “Londonistão“, epíteto criado pela jornalista Melanie Phillips para a capital inglesa.

É dessa maneira que os autodenominados multiculturalistas britânicos estão alimentando o fundamentalismo islâmico e traindo seu país, prossegue o escritor italiano.

Londonistão ostenta hoje 423 novas mesquitas, enquanto o clero anglicano ou católico fecha as igrejas e por vezes as entrega à religião invasora.

A Hyatt United Church foi comprada pela comunidade egípcia para ser transformada em mesquita. A Saint Peter's Church foi transformada na mesquita Madina. A Brick Lane Mosque foi construída sobre um antigo templo metodista.

O número de "convertidos" ao Islã dobrou. E não poucas vezes esses "convertidos" abraçam o Islã radical, como foi o caso de Khalid Masood, o terrorista que atacou Westminster há poucas semanas.

Muçulmanos pedem a implantação com exclusividade da lei islâmica em Londres.
Muçulmanos pedem a implantação com exclusividade da lei islâmica em Londres.
A igreja de São Jorge, projetada para 1.230 fiéis, recebe apenas 12 frequentadores na missa. Na igreja de Santa Maria comparecem só 20.

Mas na mesquita ao lado, a Brune Street Estate, pequeno salão para apenas 100 pessoas, os cultuadores de Maomé não encontram vaga e se espalham pela rua para rezar.

Estima-se que em 2020 os muçulmanos praticantes atingirão um mínimo de 683.000, enquanto que os cristãos que assistem à missa semanal despencarão para 679.000.

Segundo Ceri Peach, da Universidade de Oxford, metade dos muçulmanos britânicos tem menos de 25 anos. Em sentido contrário, um quarto dos cristãos está acima dos 65.

Desde 2001, 500 igrejas de Londres de diversas denominações foram transformadas em casas particulares.

Os britânicos que se dizem anglicanos caíram de 21% para 17%, uma retração de 1,7 milhões de pessoas, enquanto o número de muçulmanos, segundo o respeitado NatCen Social Research Institute, saltou quase um milhão.

Em 2015, o nome mais comum dado aos recém-nascidos na Inglaterra foi Maomé, contabilizando-se todas as suas variedades ortográficas.

Mesquita Central e Centro Cultural Islâmico de Londres durante orações do Ramadã prescritas pelo Corão
Mesquita Central e Centro Cultural Islâmico de Londres
durante orações do Ramadã prescritas pelo Corão
Conforme escreveu Innes Bowen no “The Spectator”, apenas duas das 1.700 mesquitas na Grã-Bretanha de hoje seguem a interpretação modernista do Islã.

Giulio Meotti não esclarece o significado de “modernista” nem qual é a confiabilidade que isso lhes dá. Talvez seja “não terrorista” ou “não fanática”. É decididamente muito pouco.

Meotti diz que Londres está repleta de tribunais da sharia: oficialmente 100. Mas não computa os tribunais paralelos ou improvisados.

A instalação desse sistema jurídico obedecendo a critérios opostos ao do Direito ensinados contidos no Corão e na jurisprudência islâmica foi possível graças às normas oficiais conhecidas, como o British Arbitration Act e ao sistema Alternative Dispute Resolution.

Enquanto os atentados no fim de 2014 enfureciam a opinião pública, o chefe do MI6 – agência britânica de inteligência (ou de informações) – Sir John Sawers, recomendava à imprensa a autocensura e “certa moderação“ ao falar sobre o Islã.

Aliás, não precisava... Mas o chefe encarregado de defender o povo inglês queria ainda mais.

E como cereja envenenada sobre um chantilly feito de morte e agressão, o embaixador britânico na Arábia Saudita, Simon Collis, se converteu ao Islã e realizou a peregrinação a Meca, o hajj. Ele agora se chama Haji Collis.

Ofício fúnebre na mesquita Jamia Masjid Ghamkol Sharif, Birmingham
Ofício fúnebre na mesquita Jamia Masjid Ghamkol Sharif, Birmingham
O que está por vir? – interrogou pasmo o diretor cultural de “Il Foglio”.

É aventurado fazer prognósticos em curto prazo, mas uma coisa é certa: Nossa Senhora em Fátima previu terríveis castigos para os povos que constituem a humanidade se esses não se afastam da via de degradação dos costumes. 

A invasão islâmica não será um desses castigos?

Mas Nossa Senhora acrescentou que, no fim das calamidades, seu Coração Imaculado triunfará.

Em outros termos, que a Rainha do Céu e da Terra será reconhecida enquanto tal pelos homens arrependidos.