quarta-feira, 6 de março de 2013

Arquidiocese de Milão cria serviço para casos de possessão diabólica

Dom Angelo Mascheroni responsável da pastoral
para lidar com as possessões em Milão
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Diante do aumento dos pedidos de auxílio de fiéis que se acham assediados pelo demônio, a Arquidiocese de Milão, Itália, habilitou um atendimento especializado, informou a agência ACIDigital.

Dom Angelo Mascheroni, bispo auxiliar de Milão, ficou responsável pelo colégio de exorcistas da arquidiocese. Este colegiado foi duplicado pelo Cardeal-arcebispo D. Angelo Scola, sendo agora 12 os sacerdotes especializados nesses intrincados casos.

A arquidiocese habilitou um telefone central durante as tardes com o fim de encaminhar os fiéis até o exorcista mais próximo.

“Quem precisar – explicou D. Angelo – pode ligar e encontrar alguém que lhe dê os endereços mais próximos da zona, para que as pessoas não tenham que viajar longas distâncias”. O bispo sublinhou que “a Igreja deve escutar essas pessoas”.

Foi-se o tempo em que o “progressismo” tentava fazer acreditar que o diabo não existe e que, havendo problemas, o psiquiatra resolvia. Agora a ofensiva diabólica ficou insofismável e seu ataque é sentido por toda parte.


A atenção pastoral às pessoas que julgam sofrer ataques do maligno deve ser cuidadosa e atenta. De início, o sacerdote deve discernir se o ataque é verdadeiramente do demônio ou, na realidade, a causa é material (como doença) ou psicológica.

“No ministério dos exorcistas é fundamental escutar e dar consolo, porque vêm pessoas afetadas que afetam aos demais", relatou o prelado.

"Todos são recebidos com grande serenidade e não podemos permitir que se desalentem, porque o Senhor é mais forte que o demônio”.

O Cardeal-arcebispo de Milão nomeou mais seis sacerdotes exorcistas e o bispo auxiliar preposto a esta função, dispôs que os exorcistas “devem ter entre duas ou quatro conversas por dia, não mais que isso, pois já seria demasiado”.

De fato, o critério de discernimento é complexo: “envolve a mente, a ética, a dor física e psíquica”, e os ardis do demônio são melindrosos e extenuantes para o padre.

Há anos, Dom Andrea Gemma, bispo emérito de Isernia-Venafro
denuncia a presença do maligno na sociedade moderna
A norma de prudência patenteia quão numerosos são os casos atribuídos ao maligno nessa cidade tão rica materialmente, mas onde a modernidade “laica” abriu enormes espaços ao rei dos infernos.

Dom Angelo explicou que a possessão propriamente dita é mais rara. O que acontece é que muitas pessoas apelam aos exorcistas porque padecem dificuldades vindas de Satanás, sem serem exatamente possessões.

Por isso, explicou, os exorcistas precisam observar a vida de fé das pessoas.

“Pergunto-lhes se costumam ir à missa aos domingos, quando se confessaram pela última vez... Se já faz mais de dez anos que a pessoa não se confessa, digo-lhe que vá primeiro se confessar e que depois vemos as outras coisas”, explicou.

E, de fato, a tibieza na prática da religião permite ao demônio assediar sua vítima, tentá-la, persegui-la, e só no fim, se a vítima aceitar algum pacto como o mundo moderno “laicizado” — na realidade endemoniado – oferece astutamente tomar conta dela.







A frequência aos sacramentos bem recebidos, a oração diária como o Terço, a consagração a Nossa Senhora como escravo de amor segundo o método de São Luis Maria Grignion de Montfort, e inúmeras outras formas de devoção tradicional que a Igreja recomenda aos fiéis têm poder para afastar o demônio que anda girando em torno das vítimas.

Porém, onde estão os sacerdotes que promovem essas devoções, que incitam os fiéis a confessarem seus pecados, a reformarem suas vidas, adotarem bons costumes e vencerem assim o demônio ávido de escravizá-los?

Sem dúvida, há bons sacerdotes, zelosos e observantes, mas é preciso procurá-los, e não sem dificuldade.

Finalmente, Dom Mascheroni apontou as manipulações de bruxos, de espíritas, da Nova Era, de falsos videntes e estelionatários que visam tirar inescrupuloso benefício econômico das pessoas afligidas por Satanás.


“Se o demônio estiver verdadeiramente presente, o Evangelho nos diz como se comportou Jesus: orando, jejuando e amando”, concluiu Dom Mascheroni.

Nossa Senhora está a nosso alcance em qualquer lugar. Como reza seu Ofício, Ela é “mais terrível que um exército em ordem de batalha” em relação ao demônio e a todas as hostes malignas. Peguemos no terço e rezemos com confiança e fervor: o diabo não suporta essa devoção.


Vejamos, por exemplo:

“Bispo descreve experiências exorcizando demônios – O exorcismo e a ciência 1”

“D. Gemma: laicismo é porta para o demônio entrar nas almas e nas sociedades – O exorcismo e a ciência 2”



Um comentário:

  1. Dom Andrea Gemma aparece num documentário sobre exorcistas, a propósito, muito bom! Queiram conferir, por obséquio.

    Documentário: O Retorno dos Exorcistas

    http://youtu.be/5m6ZV9wil8s

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